No improvável cenário de votação em plenário da Câmara da redução da maioridade penal, de 18 para 16 anos, antes das eleições deste ano, petistas pressionam o partido para que a bancada seja liberada para votar como quiser. A movimentação ainda é incipiente e, por ora, com pouca chance de sucesso, mas existe.
A conta é simples: alto desgaste em ano eleitoral. Petistas ouvidos pela coluna contam que, apesar de ser uma bandeira do partido, a sigla precisa do eleitor de centro e indeciso.
No PT, a conta é que a proposta, se chegar ao Plenário, deve ser aprovada. O partido não deve ter 100% do apoio da base governista.
Mesmo no projeto da anistia, com apoio do PSB, PCdoB, Psol, PDT, PV e Rede; o governo tomou uma sova e a proposta foi aprovada.
A pressão maior vem daqueles que querem disputar chapa majoritária, ou seja, governos estaduais e uma cadeira no Senado.
O partido quer segurar a votação e ameaça apelar, mais uma vez, ao Supremo Tribunal Federal. Diz que a proposta é inconstitucional.
DIÁRIO DO PODER