A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 3 votos a 1, manter a prisão de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O julgamento foi concluído nesta terça-feira (16), após a devolução do pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
Relator do caso, o ministro André Mendonça votou pela manutenção da prisão e foi acompanhado pelos ministros Nunes Marques e Luiz Fux. Gilmar Mendes foi o único a divergir, defendendo a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar.
Ao votar, Gilmar afirmou que a investigação ganhou grande repercussão pública e alertou para riscos de excessos em operações policiais. O ministro argumentou que, embora existam indícios de contato de Henrique Vorcaro com investigados, não haveria elementos concretos que comprovassem sua participação direta na prática de crimes.
A maioria da Turma, no entanto, seguiu o entendimento de Mendonça. Segundo o relator, a prisão é necessária para evitar a continuidade das supostas atividades ilícitas e preservar as investigações, diante de indícios de destruição de provas, ameaça a testemunhas e risco de fuga.
Henrique Vorcaro está preso desde 14 de maio, quando foi alvo da sexta fase da Operação Compliance Zero. De acordo com a Polícia Federal, ele e o filho, Daniel Vorcaro, são suspeitos de ocultar pelo menos R$ 2,2 bilhões de credores e vítimas de fraudes relacionadas ao Banco Master, mesmo após o início das investigações.