O dólar à vista recuou nesta quarta-feira (17) e era negociado a R$ 5,06 no início do pregão, com o real exibindo o segundo melhor desempenho entre as 33 moedas mais líquidas do mundo, atrás apenas da rupia indiana. O movimento reverte a piora da véspera, quando a divisa brasileira foi uma das mais fracas do mercado, conforme o Valor Econômico.
O dia é marcado pela expectativa dupla de decisões de política monetária: nos Estados Unidos, o Federal Reserve anuncia se mantém ou reduz a taxa de juros americana. No Brasil, o Copom decide à noite sobre a Selic, com consenso do mercado em torno de um corte de 0,25 ponto percentual para 14,25%.
Os juros futuros, no entanto, abriram em alta, refletindo a preocupação com o cenário fiscal doméstico. Operadores relatam que pesquisas eleitorais também começam a influenciar os preços dos ativos, sinalizando que o mercado já opera em modo eleitoral. A taxa DI para janeiro de 2029 avançou de 14,40% para 14,475%.
O ambiente externo favorece moedas emergentes nesta sessão, mas analistas alertam que a sustentabilidade do câmbio depende do tom que o Copom adotar no comunicado. Um sinal de pausa no ciclo de cortes pode pressionar o dólar para cima nas próximas semanas.