O presidente Lula participou nesta terça-feira (16) da Cúpula do G7 em Évian, na França, e usou seu discurso para fazer uma defesa enfática da soberania dos países em desenvolvimento. Sem citar Donald Trump nominalmente, mirou diretamente o protecionismo comercial, o unilateralismo e a tentativa dos EUA de impor respostas externas a problemas nacionais, como a classificação de facções brasileiras como terroristas, conforme noticiou a Revista Fórum.
Lula criticou o neoliberalismo como agravante da desigualdade e da crise política nas democracias. Cobrou dos países ricos a restauração da ajuda humanitária internacional, apontando queda de 23% na assistência oficial ao desenvolvimento e cortes superiores a 20% no financiamento da OMS e do Unicef.
Nesta quarta-feira (17), o presidente participa do último dia da cúpula com foco na defesa de uma reforma no sistema financeiro internacional e no debate sobre regulação de inteligência artificial. Macron organizou almoço restrito que reúne chefes de Estado e CEOs de big techs como OpenAI, Google e Meta, conforme a CBN.
O discurso de Lula ocorre em meio à escalada de tensão com Washington após o encontro de Flávio Bolsonaro com Trump e a subsequente ameaça de tarifas sobre produtos brasileiros. O presidente brasileiro busca consolidar no G7 a agenda que pautou na presidência do G20 em 2024.