O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz e confirmou que enviará representantes à Suíça para negociar um acordo de paz com os Estados Unidos. A informação é do Estadão. Os americanos, por sua vez, negaram que o estreito tenha sido efetivamente bloqueado para o tráfego marítimo. A crise escalou após novos ataques de Israel ao Líbano, que levaram EUA e Irã a adiarem rodadas de negociação que estavam em andamento. O Estreito de Ormuz é o principal corredor de escoamento do petróleo produzido no Golfo Pérsico — por ele passam cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo.
O impacto potencial de um bloqueio real ao estreito seria imediato e severo nos mercados financeiros globais. A informação é do Poder360. Qualquer interrupção ao tráfego de petroleiros na região tende a provocar uma alta abrupta no preço do barril de petróleo, com efeitos em cadeia sobre combustíveis, fretes e inflação em todo o mundo. O Brasil, apesar de ser um exportador de petróleo, importa derivados e sofre reflexos diretos na bomba de gasolina e no custo do diesel, que impacta o transporte de cargas e o preço dos alimentos. A tensão no Oriente Médio é apontada como um dos principais riscos externos para a economia brasileira no segundo semestre de 2026.
O pano de fundo geopolítico segue extremamente volátil. A informação é do Estadão. Israel manteve sua campanha militar no Líbano e Gaza, com novos bombardeios registrados neste sábado que resultaram em pelo menos nove mortes, segundo médicos locais. As negociações entre EUA e Irã, mediadas pela Suíça, têm como principal ponto de discórdia o programa nuclear iraniano — Teerã exige o levantamento de sanções econômicas como pré-condição para qualquer avanço, enquanto Washington insiste na paralisação do enriquecimento de urânio antes de qualquer concessão.
A situação coloca os mercados financeiros internacionais em estado de atenção permanente. A informação é do Poder360. O Bank of America apontou, em pesquisa com gestores de recursos, que o cenário internacional de risco — incluindo a tensão no Oriente Médio — foi levado em conta na revisão para baixo das projeções para o Ibovespa em junho. A combinação de incerteza política doméstica no Brasil com um ambiente externo adverso cria um quadro desafiador para ativos de risco no segundo semestre, com investidores migrando para posições mais defensivas enquanto aguardam sinais de resolução nos dois fronts.