A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio Grande do Norte deflagraram nesta semana a Operação Emirados, que resultou na prisão do empresário Marcelo Moreno, apontado como líder de um esquema de lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e sonegação fiscal na Grande Natal. A ação envolveu cerca de 120 policiais e dois promotores, com mandados cumpridos nos municípios de Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e Senador Georgino Avelino.
Marcelo Moreno, que atuava nos setores de alimentos e postos de combustíveis, teria utilizado laranjas — incluindo familiares, funcionários e pessoas de baixo poder aquisitivo — para registrar formalmente bens e empresas que, na prática, eram controlados por ele.
A estratégia visava ocultar a real titularidade do patrimônio, dificultar o rastreamento de valores e frustrar bloqueios judiciais decorrentes de dívidas milionárias com o fisco estadual. A Justiça determinou o sequestro de 18 imóveis, uma lancha e o bloqueio de 33 veículos, além de 75 medidas cautelares diversas da prisão e o bloqueio de bens estimados em R$ 75 milhões.
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