O senador Styvenson Valentim afirmou, em entrevista ao Jornal das 6, da 96 FM, que o atentado contra o Cabo Dayvison, em Mossoró, não será o último caso de violência política no Rio Grande do Norte. Sobretudo, segundo Styvenson, pela incapacidade do governo estadual de conter a criminalidade. Assista:
"Não vai ser o último. Tenho certeza que, no governo que a gente vive aqui no estado do Rio Grande do Norte, não vai ser o último", declarou o senador, que também revelou ter tomado medidas imediatas de segurança pessoal após o episódio. "A primeira providência que tive foi procurar carro blindado para locar, usar colete e andar armado."
Medo real na campanha
Questionado sobre o impacto do atentado em sua pré-campanha para a reeleição ao Senado, Styvenson foi direto: "Sinto receio, claro, demais." O senador destacou que a insegurança vai além de rivalidades políticas. "As pessoas hoje querem resolver tudo na bala. A sensação de segurança que a gente vê numa propaganda não é o que a população sente na rua."
Styvenson também lamentou a lentidão legislativa no combate às facções criminosas. "Tenho um projeto de lei que criminaliza a facção como organização terrorista. Está parado há três anos na gaveta da Câmara esperando uma relatoria digna."
Bastidores do escândalo do Banco Master
O senador também comentou o escândalo envolvendo o Banco Master e revelou ter participado de uma reunião reservada convocada pelo ministro do STF André Mendonça. "Ele chamou a mim e ao senador Plínio Valério para conversar. Tem muita gente com botão de senador que acho que está sem dormir, muito preocupada", afirmou, sem citar nomes.
Styvenson garantiu não ter qualquer envolvimento com o caso. "Não fui à festa de Vorcaro, não tomei whisky caro, não andei de avião, não pedi dinheiro emprestado, não tenho amizade com essa galera." Sobre o apoio a Flávio Bolsonaro em 2026, o senador admitiu cautela: "Anunciei o apoio, mas estou um pouco retraído pelas condições que estamos acompanhando."