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Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo, Marco Rubio e Flávio Bolsonaro — Foto: Reprodução/Redes Sociais
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Acusações falsas e distorções: Flávio e Eduardo Bolsonaro são alvos de fakenews do PT e da imprensa "aliada"

Nos últimos dias, os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro se tornaram alvo de acusações que ganharam grande repercussão nas redes sociais e na imprensa. Flávio Bolsonaro foi vítima de uma manipulação comprovada por agências de checagem, enquanto Eduardo Bolsonaro teve uma fala interpretada de forma questionável por veículos de comunicação e adversários políticos. Ambos reagiram publicamente, e suas respostas foram destaque no Jornal 96 - assista abaixo: 

No caso de Flávio Bolsonaro, o perfil oficial do PT publicou um vídeo que editava uma fala do senador para fazer parecer que ele havia agradecido ao presidente Donald Trump pela taxação de 25% sobre produtos brasileiros. A montagem é falsa. O Estadão Verifica investigou e classificou o conteúdo como enganoso: na gravação original, publicada por Flávio em 28 de maio — três dias antes do anúncio das tarifas —, o pré-candidato à Presidência agradecia a Trump e ao secretário de Estado Marco Rubio por atenderem a um pedido para que os EUA classificassem o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Ele não falava sobre taxas ao Brasil. Trata-se, portanto, de uma acusação falsa, sustentada por uma edição que retirou deliberadamente a fala de seu contexto original.

Já Eduardo Bolsonaro enfrentou uma situação diferente, porém igualmente controversa. Em entrevista ao canal TMC News, o ex-deputado afirmou que "os EUA têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como por exemplo o Zelle" e que "dá pra você ir para uma mesa de negociação com os americanos com bons argumentos". Adversários políticos e parte da imprensa interpretaram a declaração como uma defesa da substituição do Pix pelo sistema americano. O jornal O Globo e outros veículos publicaram matérias nessa linha. Eduardo reagiu com um vídeo em tom duro, no qual nega ter proposto a troca e exige retratação, afirmando que sua fala foi distorcida e que ele apenas apontava a existência de um sistema semelhante nos EUA como argumento de negociação diplomática.

As respostas de Flávio e Eduardo foram repercutidas com destaque no Jornal 96, que abordou os dois episódios como exemplos da escalada de ataques políticos em ano pré-eleitoral. No caso de Flávio, a checagem do Estadão não deixa margem para dúvida: houve manipulação. No caso de Eduardo, há uma disputa de interpretação sobre o que ele realmente quis dizer — mas o próprio cobrou publicamente que os veículos se retratassem.

Os dois episódios ilustram o clima de guerra informacional que marca a corrida eleitoral de 2026. Em meio ao tarifaço americano e à pressão sobre o Pix, declarações são recortadas, recontextualizadas e transformadas em munição política — muitas vezes antes que o público tenha acesso ao conteúdo original.

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