A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) criticou a decisão da União Europeia de barrar a importação de carnes e outros produtos de origem animal do Brasil e cobrou uma postura mais firme do governo Lula diante da medida.
Em nota, o presidente da entidade, Tirso Meirelles, classificou a decisão como um desrespeito ao Brasil e afirmou que o país não pode aceitar passivamente restrições que considera injustificadas. Segundo ele, o veto europeu ocorre após anos de negociações entre Mercosul e União Europeia e representa uma mudança nas regras estabelecidas entre os blocos.
A Faesp também contestou os argumentos apresentados pelos europeus para justificar a medida. A entidade afirma que as exigências sanitárias impostas ao Brasil não foram aplicadas da mesma forma a outros grandes produtores mundiais e classificou a decisão como uma barreira comercial sem respaldo técnico.
Diante do impasse, a federação defendeu uma atuação mais firme da diplomacia brasileira e pediu uma resposta conjunta dos países do Mercosul. A preocupação do setor é com os impactos sobre as exportações brasileiras para o mercado europeu, que movimentaram cerca de US$ 1,8 bilhão em compras de carne brasileira em 2025.
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