O Exército decidiu suspender operações específicas nas fronteiras depois que o presidente Lula bloqueou, em 30 de maio, R$ 4,3 bilhões do orçamento da Defesa. As ações permanentes de patrulhamento e vigilância, contudo, seguirão normalmente.
Ao todo, o governo bloqueou R$ 23,7 bilhões em despesas discricionárias do orçamento federal deste ano. A medida é exigida pelo arcabouço fiscal, regra que limita o crescimento dos gastos públicos, e afeta quase todos os ministérios. Do total, R$ 1,5 bilhões atingiram diretamente o Exército.
O senador Flávio Bolsonaro criticou o bloqueio do orçamento da Defesa e a suspensão de operações. “Aí fica difícil, Lula. Liberou geral. Depois de todo o trabalho que tive para que o governo americano classificasse o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas, você vem agora e deixa as fronteiras do Brasil completamente abertas, expostas”, disse o senador em seu perfil nas redes sociais.
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado disse que Lula “entregou a soberania do Brasil ao narcotráfico”. Segundo Caiado, “o crime vai avançar ainda mais” sem a presença das Forças Armadas nas fronteiras.
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