A Polícia Federal encontrou uma minuta de contrato que indica que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria firmado um acordo com o publicitário Thiago Miranda para a produção de um documentário enquanto estava preso. Segundo a investigação, o documento teria sido assinado em 31 de março, na Superintendência da PF em Brasília, onde Vorcaro permanecia detido.
A informação consta em decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a apreensão do passaporte de Thiago Miranda. O contrato previa a produção de um documentário provisoriamente intitulado "Caso Banco Master", com entrevistas de Vorcaro e acesso a documentos relacionados ao caso.
Embora tenha afirmado que a produção de um documentário não configura crime por si só, Mendonça destacou que as circunstâncias da contratação podem ter relevância penal. Thiago Miranda é investigado por suposta participação em um esquema que, segundo a PF, buscava influenciar a opinião pública e intimidar jornalistas em favor do Banco Master.