A Polícia Federal identificou que empresas registradas em salas comerciais sem estrutura de funcionamento movimentaram R$ 312,4 milhões durante o esquema de fraudes no INSS. A informação consta no relatório final da Operação Sem Desconto, que investiga um desvio superior a R$ 700 milhões de aposentados e pensionistas e foi divulgada pela coluna de Mirelle Pinheiro, no Mterópoles.
Segundo a investigação, as empresas são ligadas ao casal Cícero Marcelino de Souza Santos e Ingrid Pikinskeni Morais Santos, apontados como operadores financeiros do esquema. Durante mandados de busca cumpridos em Presidente Prudente (SP), os policiais encontraram salas vazias, sem funcionários, computadores ou documentos, apesar da intensa movimentação financeira. Testemunhas relataram que os imóveis permaneciam fechados durante o horário comercial.
De acordo com a PF, após o INSS repassar os recursos dos descontos associativos à Conafer, cerca de 91% do dinheiro era transferido para empresas vinculadas ao grupo investigado, utilizadas para pulverizar os valores e dificultar o rastreamento dos recursos. Durante a operação, os agentes também apreenderam veículos de luxo, armas de fogo, R$ 12,4 mil em dinheiro e equipamentos eletrônicos que serão periciados.