Em abril, quando o governo Lula enfrentava uma sequência de desgastes — da crise do INSS à queda de popularidade —, um aliado da campanha de Flávio Bolsonaro resumiu a estratégia do pré-candidato à Presidência: "Enquanto o PT estiver nos ajudando, o Flávio vai continuar jogando parado". Três meses depois, o jogo virou.
A sucessão de crises envolvendo Flávio — das associações como "BolsoMaster" e "TariFlávio" ao desgaste provocado pelo embate com a madrasta — passou a dar fôlego à campanha de reeleição de Lula.
Um integrante da cúpula petista, porém, faz uma ressalva: "Não tire nosso mérito". Nos bastidores, a leitura é que o próprio senador, com seus novos dilemas, tem trabalhado a favor de Lula. Mas a ordem no partido é manter a pressão no segundo tempo da campanha.
Lauro Jardim - O Globo