Dos oito partidos com mais assentos na Câmara dos Deputados, o MDB e o União Brasil criaram mecanismos para incentivar as candidaturas femininas e para fiscalizar as prestações de contas das campanhas, após casos de fraude à cota de gênero nas eleições.
Em junho, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) firmou acordo com os dirigentes políticos, no qual se comprometeram, entre outros pontos, a cumprir as cotas para mulheres, pretos e indígenas.
O MDB definiu, em reunião da executiva nacional do dia 11 de junho, que irá contratar serviços especializados de contabilidade e de assessoria jurídica eleitoral para auxiliar as mulheres na elaboração da prestação de contas, inclusive com atendimento para orientações sobre acompanhamento da arrecadação e aplicação de recursos, além da emissão de pareceres.
O União, por sua vez, aposta em cursos de capacitação que vão abordar temas como financiamento de campanha, inteligência artificial, registro de candidatura, violência política, organização do tempo e da jornada de rua, entre outros.
A coluna questionou, nesta quarta-feira (15), os oito partidos, sendo eles PL, PT, União Brasil, PSD, PP, Republicanos, MDB e Podemos.
Além do MDB e do União, o Podemos afirmou que é "um defensor da transparência e a tem como um de seus pilares desde a fundação do partido".
O PSD disse que as candidaturas são definidas com autonomia pelas convenções estaduais e devem seguir as exigências estabelecidas pela legislação.
"As transferências financeiras serão feitas diretamente da instância nacional aos candidatos e candidatas habilitados", diz o PSD, em nota.
Já PL, PT, PP e Republicanos não se manifestaram até a publicação deste texto.
Painel - Folha de São Paulo