Uma casa de alto padrão na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral paulista, tornou-se o centro de uma disputa que, segundo o Ministério Público de São Paulo, acabou sendo resolvida não pela Justiça, mas por um "tribunal do crime" do Primeiro Comando da Capital (PCC).
A notícia é do G1. A negociação do imóvel, avaliado em R$ 2 milhões, é apontada como um dos principais episódios que aproximaram empresários investigados por lavagem de dinheiro de integrantes da facção e ajuda a embasar a Operação Janus, deflagrada nesta terça-feira (21). Ao menos 13 investigados foram presos.
A polícia já prendeu 11 pessoas e outros dois investigados já estavam presos. Cinco seguem foragidos, entre eles Leonardo Meirelles, que já era considerado procurado em outras operações.
Segundo o MP, o empresário Cléber Azevedo dos Santos, um dos principais investigados, teria recorrido voluntariamente ao mecanismo paralelo de resolução de conflitos do PCC para tentar solucionar um impasse envolvendo a venda da residência, localizada na Riviera de São Lourenço.
De acordo com a investigação, Cléber Azevedo dos Santos, apontado como vendedor do imóvel, e Marcelo de Morais Oliveira, identificado como comprador, passaram a disputar o pagamento de R$ 2 milhões relacionados à venda da casa.
A partir da análise de celulares apreendidos, o Ministério Público concluiu que o conflito extrapolou a esfera comercial e passou a ser tratado por integrantes do PCC. Cléber e Marcelo estão entre os investigados que tiveram a prisão preventiva decretada na Operação Janus.