Os detalhes do Brasil Soberano, plano que Lula e cia. tentam desenrolar para supostamente mitigar efeitos das tarifas contra produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos, deve decepcionar o setor produtivo e apostar na velha receita do endividamento de quem já está na pior.
Ainda em fase de conclusão na Fazenda, o pacote não vai muito além de linhas de financiamento. O temor da equipe econômica é que, pós-recesso parlamentar, aumente a pressão por soluções como desonerações.
Mecanismos como preferência do governo por compras de empresas afetadas pelo tarifaço não deve aparecer nesta segunda edição.
A decepção ficou por conta da ApexBrasil, que vai encabeçar a diversificação dos mercados: só R$130 milhões para enfrentar a crise.
O impacto da tarifa nos produtos exportados não deve ficar abaixo dos US$7,2 bilhões, o que deixa quase nulo o pacote da ApexBrasil.
Detalhes do Brasil Soberano 2, bem como planos da ApexBrasil e endividamento via BNDES, só devem sair em meados de agosto.
DIÁRIO DO PODER