O presidente nacional do PT, Edinho Silva, emitiu nota, nesta quarta-feira (22/7), na qual afirma que a sigla avalia as medidas judiciais cabíveis contra o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). O filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) questionou a efetividade das urnas eletrônicas em evento com diplomatas, na terça-feira (21/7), em Brasília (DF).
A notícia é do Metrópoles. Em nota, Edinho afirma que, na declaração de Flávio , o senador provou ter a “mesma cultura golpista do pai” e usou os mesmos métodos de questionar as urnas utilizados nas eleições de 2022.
“O senador reuniu diplomatas internacionais para questionar as urnas eletrônicas e, por consequência, o sistema eleitoral brasileiro, pelo qual ele foi eleito parlamentar por diversas vezes, bem como seus familiares”, diz Edinho.
O petista também destaca que a fala, a qual descreve como antidemocrática, pode ter resultado gravíssimo e associa o discurso de Flávio à tentativa de golpe de janeiro de 2023.
“Como provado na investigação e, posteriormente, no julgamento, da tentativa de golpe de janeiro de 23, tentar descredibilizar as urnas é método contra a nossa democracia”, ressaltou.
Ele finaliza reforçando que as medidas cabíveis estão sendo avaliadas e diz que a sigla está ao “lado da democracia e em defesa das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral brasileiro”.
Flávio questiona as urnas
O senador questionou a efetividade das urnas eletrônicas em evento com diplomatas, na terça, em Brasília. Ele apresentou informações já desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em anos anteriores.
Flávio afirmou que as urnas eletrônicas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic, supostamente envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012, conforme relatório da Agência Central de Inteligência (CIA), dos Estados Unidos, divulgado nesta semana.
“O pedido que eu faço a todos aqui, não estou questionando o sistema de votação brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para as nossas eleições, como sempre fazem, e também pessoas que tenham conhecimento sobre essa tecnologia e [sobre] como o Brasil pode dar eleições mais seguras e transparentes”, expôs.
Desmentido pelo TSE
O TSE desmentiu que utiliza urnas eletrônicas da empresa venezuelana. Em nota publicada em 2020 e atualizada em 8 de julho de 2026, o órgão esclareceu que as urnas não são fornecidas pela empresa.
“São falsas as mensagens que circulam nas redes sociais segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil. Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país”, diz o texto.