Em seu discurso de lançamento como candidato do PL à Presidência, neste sábado (25), o senador Flávio Bolsonaro classificou a eleição de outubro como "a luta mais importante" de sua geração, descrevendo o embate político como um confronto moral entre "o bem e o mal".
Na fala mais dura contra o PT desde o início da pré-campanha, o senador acusou o governo Lula de perseguir opositores, "meter a mão no bolso do trabalhador" e beneficiar "bandido vagabundo" em detrimento da população que "tem medo de sair na rua".
Flávio also intensificou o discurso econômico, dizendo que a legenda petista só pensa "em meter a mão no bolso do trabalhador brasileiro" enquanto o povo "não consegue pagar o que deve no final do mês". Ele criticou ainda gastos do governo com viagens internacionais, afirmando que o Executivo "esbanja dinheiro público na maior cara de pau, fazendo turismo de luxo pelo mundo" — numa referência a viagens recentes de autoridades do governo.
O senador também usou a expressão "partido das tarifas" para se referir ao PT, em meio à crise gerada pelo aumento de taxas de importação anunciado pelos Estados Unidos, tema que tem prejudicado sua própria candidatura nas pesquisas, segundo analistas.
Encerrando o trecho mais retórico do discurso, Flávio prometeu "libertar" o Brasil daquilo que descreveu como um "cativeiro", fazendo perguntas retóricas sobre segurança, liberdade e sobrevivência econômica sob o atual governo — um recurso oratório que buscou emocionar a militância presente no Mercado Pago Hall, na Arena Pacaembu.