Em um dos momentos de maior carga emocional da convenção do PL, o senador Flávio Bolsonaro relacionou o que classificou como "três tentativas de matar" o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro: o atentado a faca em 2018, a condenação e prisão por trama golpista, e o atual isolamento político do bolsonarismo. "Agora eles tentam matar meu pai pela terceira vez, isolando e calando o maior líder da direita que esse país já teve", declarou, atribuindo a responsabilidade ao PT e ao presidente Lula.
O senador afirmou que, embora tenha um temperamento mais "calmo" e "moderado" que o do pai, garante que "aqui tem sangue de Bolsonaro" — frase que gerou aplausos entre a militância presente na Arena Pacaembu e rapidamente se tornou um dos trechos mais compartilhados do discurso nas redes sociais.
Na sequência, Flávio dirigiu-se diretamente ao pai, preso em regime domiciliar por condenação relacionada à trama golpista de 2022, dizendo que "vai até o fim" para honrar seu legado e prometendo que ele "vai subir aquela rampa do Planalto" em janeiro de 2027. "E o nome disso não é revanche, o nome disso é justiça", disse o senador, antecipando o tom que deve marcar sua campanha: menos focado em propostas de governo e mais centrado na narrativa de perseguição política sofrida pelo bolsonarismo desde a condenação do ex-presidente.