A candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto, oficializada neste sábado (25) em convenção na Arena Pacaembu, corre o risco de disputar a eleição presidencial sem nenhuma coligação formal — cenário raro para um candidato competitivo nas pesquisas. Apesar de meses de negociação, o PL não conseguiu atrair partidos estratégicos do Centrão, o que reduz o tempo de propaganda eleitoral da campanha e limita a capacidade de pulverização de votos em outros cargos.
A ausência de aliados também trava a escolha do vice — vaga que o partido reserva como principal moeda de troca política. O Republicanos, do qual faz parte o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, aparece como última aposta realista para uma aliança relevante, com a ex-presidente da Caixa, Daniella Marques, cotada para a chapa.
Especialistas ouvidos por Veja apontam que concorrer "puro-sangue" — isto é, sem coligações — pode fragilizar a competitividade de Flávio frente a Lula, que amplia sua base ao lançar candidaturas aliadas em Estados-chave, como São Paulo, com Fernando Haddad, e conta com o apoio histórico do PSB e de outras siglas de centro-esquerda.