A tentativa de Lula de se reeleger presidente a qualquer custo (qualquer custo ao contribuinte, claro) chegou ao cúmulo de levá-lo a inaugurar uma ponte que não existe e um cano sem água às vésperas do início do período que veda esse tipo de palanque governamental eleitoreiro.
A celebração da ponte para lugar nenhum foi eternizada por uma foto em que a placa anuncia, ao mesmo tempo, que “a ponte chegou” e que “a maior obra da história da Bahia está começando”.
Entre a placa e a ponte estão os responsáveis por esse paradoxo, entre eles Lula, pré-candidato à reeleição, o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa, pré-candidato ao Senado na Bahia, e o ex-líder do governo Lula no Senado Jaques Wagner, também pré-candidato ao Senado no estado.
A previsão é de que a Ponte Salvador-Itaparica, tida como a maior ponte sobre o mar da América Latina, com 12,4 km de extensão, fique pronta em 2031, mesmo que Lula seja reeleito para um quarto mandato, não vai conseguir participar da inauguração de fato como presidente.
No Rio Grande do Norte, Lula inaugurou o Túnel Major Sales, do Ramal do Apodi, antes da chegada da água da transposição do Rio São Francisco. Durante o evento, chamou o engenheiro responsável e afirmou que houve um erro de cálculo, pedindo filmasse a água chegando durante a madrugada para lhe enviar as imagens. O vídeo só foi divulgado no dia seguinte.
Ao comentar o calendário eleitoral, o presidente reconheceu que antecipou as inaugurações porque, a partir de 5 de julho, a lei impede esse tipo de evento por candidatos. Apesar disso, afirmou que continuará visitando obras durante a campanha e criticou a restrição prevista na legislação, classificando-a como uma "papagaiada desgraçada".
O ANTAGONISTA