A Justiça de Goiás determinou que o ex-governador e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), passe a contar com no máximo quatro policiais militares para sua segurança pessoal e de familiares. A decisão, proferida nesta segunda-feira (6), reduz o efetivo que, segundo o Ministério Público de Goiás, era composto por 51 agentes.
A medida atende parcialmente a uma ação por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público contra Caiado, a ex-primeira-dama Gracinha Caiado e o secretário-chefe da Casa Militar, coronel Marco Aurélio Godinho. O juiz Vinícius Caldas da Gama e Abreu entendeu que a proteção pode ser estendida aos familiares, desde que o total de policiais não ultrapasse quatro. O magistrado também fixou multa diária de R$ 10 mil, limitada inicialmente a R$ 300 mil, em caso de descumprimento.
Na decisão, o juiz rejeitou o argumento do governo de Goiás de que o limite constitucional permitiria equipes em escalas e revezamentos. Além de reorganizar a escolta em até cinco dias, a Casa Militar deverá apresentar um relatório detalhando os gastos com diárias, passagens, hospedagem, combustível, veículos e aeronaves utilizados no serviço de segurança prestado a Caiado.