A reunião a portas fechadas realizada nesta quarta-feira (19) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para discutir o uso de inteligência artificial e deepfakes nas eleições terminou sem uma definição. O encontro foi convocado em meio ao caso envolvendo um vídeo de Jair Bolsonaro exibido por seu filho, Flávio Bolsonaro, durante o lançamento da candidatura à Presidência.
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, havia defendido inicialmente a possibilidade de permitir conteúdos produzidos por inteligência artificial considerados “do bem”, como o vídeo de Bolsonaro, que não teria ataques ou ofensas a adversários. A posição, porém, encontrou resistência entre outros ministros, diante da resolução do próprio tribunal que proíbe o uso de conteúdo sintético manipulado digitalmente para favorecer ou prejudicar candidaturas.
Segundo relatos obtidos pela CNN Brasil, Kassio estaria diante da dificuldade de fazer prevalecer seu entendimento no julgamento do caso e teria buscado uma saída para evitar uma derrota no plenário. A reunião terminou sem data definida para uma decisão. Em nota, o TSE afirmou que o encontro serviu para ouvir os ministros sobre os desafios jurídicos relacionados ao uso dessas tecnologias durante o processo eleitoral e que as questões deverão ser analisadas posteriormente pelo plenário.