A venda ao Ministério da Saúde de medicamentos à base de canabidiol, sem licitação, em um negócio estimado em até R$ 626 milhões. Este era o objeto de uma minuta de contrato enviada pela empresária e lobista Roberta Luchsinger a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, então chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A notícia é do Metrópoles. O plano de negócios, obtido pelo jornal O Globo, previa o fornecimento de 1,2 milhão de frascos de 36 tipos de remédios sem licitação e foi localizado nos celulares de Roberta – amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente – e de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Os três são investigados pela Polícia Federal (PF) por suspeita de tráfico de influência.
Em 30 de julho, o Metrópoles revelou, na coluna do Tácio Lorran, que a PF pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar Lulinha por supostos crimes de corrupção e tráfico de influência no Ministério da Saúde por negócios relacionados à cannabis medicinal.
De acordo com o inquérito, Roberta teria sido contratada pelo “Careca” para viabilizar a compra de canabidiol pelo governo federal e teria contado com a intermediação de Lulinha. O negócio não foi concretizado.