O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, enfrenta resistência dentro da corte à ideia da criação do selo de acurácia, que premiaria as pesquisas que mais se aproximarem do resultado das eleições, e deve recuar da ideia apresentada mês passada a empresas do setor.
No tribunal, a avaliação é de que a proposta, da maneira como foi apresentada, não tem apoio da maioria dos ministros e que, mesmo se fosse aprovada, correria o risco de ser derrubada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
A reação no setor também foi grande. Logo após a proposta de Kassio, a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa fez duras críticas à ideia do chefe do TSE.
“Causa especial preocupação que a Justiça Eleitoral pretenda assumir o papel de árbitro da qualidade das pesquisas a partir de um critério tecnicamente equivocado. A avaliação da qualidade de um levantamento deve considerar metodologia, desenho amostral, transparência, execução do campo e aderência às boas práticas científicas — não apenas a proximidade entre um retrato da opinião pública e um resultado que ainda estava por acontecer quando a pesquisa foi realizada”, afirma a entidade por meio de nota.
CNN BRASIL