Mensagens obtidas pela Polícia Federal e reveladas pela revista Veja mostram a lobista Roberta Luchsinger relatando ao empresário Gustavo Gaspar que teria sido chamada pelo presidente Lula e convidada a escolher um cargo no governo. Segundo a mensagem, enviada em janeiro de 2024, ela recusou a possibilidade para continuar em uma sociedade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Fernando Bittar.
“Fui das poucas pessoas que o Lula chamou e perguntou: escolhe onde vc quer ficar. (…) Eu disse: aonde eu tô. Na minha sociedade com Fábio e Fernando. Tô em cargo nenhum e ando onde quero”, afirmou a lobista em janeiro de 2024.
A investigação aponta que Roberta, Lulinha e Bittar mantinham um grupo de WhatsApp chamado “Musaranhos”, no qual discutiam negócios e contatos com integrantes do governo. Em relatório, a PF afirma que Lulinha, embora mantivesse uma postura menos exposta, aparecia como “referência decisória” nos projetos. Roberta também afirmou que esperava receber R$ 100 milhões com os negócios.
As mensagens fazem parte de um inquérito que investiga suspeitas de tráfico de influência envolvendo negócios no Ministério da Saúde. Segundo a investigação, o grupo teria buscado facilitar contratos para a empresa de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, incluindo uma proposta de R$ 626 milhões para fornecimento de medicamentos à base de cannabis. A defesa de Lulinha nega que ele tenha relação com negócios envolvendo a administração pública.
Com informações da CNN Brasil