O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu cinco dias para o pastor Silas Malafaiaapresentar defesa prévia na ação penal em que é réu por suposta injúria contra o comandante do Exército, Tomás Miguel Paiva.
Na defesa, Malafaia poderá apresentar seus argumentos, indicar as provas que pretende produzir e apresentar testemunhas. O processo terá instrução por videoconferência, e o interrogatório do pastor será realizado ao final dessa etapa.
A ação penal foi aberta formalmente na última terça-feira (18). A Procuradoria-Geral da República (PGR) havia denunciado Malafaia por injúria e calúnia, mas a Primeira Turma do STF decidiu receber a denúncia apenas pelo crime de injúria. O placar terminou empatado em 2 a 2, prevalecendo a decisão mais favorável ao acusado.
O caso teve origem em declarações feitas por Malafaia durante uma manifestação bolsonarista na Avenida Paulista, em abril de 2025. Na ocasião, o pastor chamou integrantes do Alto Comando do Exército de “frouxos” e “covardes” e afirmou que os generais não honravam a farda que vestiam. A PGR entendeu que as declarações configuraram ofensa ao comandante do Exército e a outros oficiais-generais.
Com informações do O Antagonista