1.121 indígenas Yanomami morreram entre 2023 e 2025, durante os três primeiros anos do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo dados do Ministério da Saúde enviados ao Congresso Nacional. O número supera os 951 óbitos registrados no mesmo período do governo Jair Bolsonaro. As mortes estão relacionadas a doenças e à situação de vulnerabilidade enfrentada pelas comunidades na Terra Indígena Yanomami.
O número de mortes também colocou novamente a crise Yanomami no centro das discussões em Brasília. O presidente do STF, Edson Fachin, se reuniu com a senadora Damares Alves para discutir uma possível missão ao território nas próximas semanas. A ideia é acompanhar de perto a situação das comunidades indígenas.
O governo federal contesta a comparação e afirma que a assistência de saúde melhorou desde 2023. Segundo dados apresentados pelo Executivo, as mortes caíram 29,5% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2023, passando de 224 para 158 registros. O governo também afirma ter ampliado o número de profissionais de saúde na região e reduzido mortes relacionadas à desnutrição e a doenças respiratórias.
Com informações da Revista Oeste