A empresária e lobista Roberta Luchsinger afirmava ter "sociedade" com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A notícia é da CNN Brasil. Em mensagens obtidas pela PF (Polícia Federal), ela se referia a Lulinha como um "irmão", mas fazia ressalvas sobre a atuação pontual dele e a necessidade de o filho do presidente "se preservar".
Os diálogos foram identificados pela PF no celular da empresária. As mensagens foram reveladas pela revista Veja e confirmadas pela CNN.
Roberta e Lulinha são investigados por suspeita de tráfico de influência e corrupção em supostas negociações com órgãos do governo federal. O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que atua na defesa de Lulinha, nega irregularidades. A defesa da empresária disse que não vai se manifestar porque o caso está sob sigilo.
Em uma troca de mensagens com a empresária, o filho do presidente afirma que a lobista cuidava de suas "finanças". De acordo com a PF, a empresária demonstrava ter “aparente autorização” para agir em nome de Lulinha.
A proximidade dos dois também foi demonstrada em conversas entre Roberta e o empresário Gustavo Gaspar. A lobista menciona, em um dos diálogos, que ela, Lulinha e o empresário Fernando Bittar “eram uma coisa só”.
Segundo investigadores, os três mantinham uma relação de sociedade informal para tratar de interesses econômicos em comum.
Eles faziam parte de um grupo no WhatsApp com o nome de “Musaranhos” em que discutiam a negociação de projetos junto ao governo federal. Em conversas do grupo, a lobista se refere aos sócios como "musos".