Fátima Bezerra deu ré no presídio da Zona Norte. Mais uma promessa que não saiu do papel
A governadora Fátima Bezerra, a coveira do RN, postou no Instagram há pouco que determinou a revogação imediata da licitação para a construção da cadeia pública na Zona Norte de Natal. Disse que quer rediscutir o local e que a sociedade precisa participar do debate.
Traduzindo para o português direto: recuou.
A pressão da população da Zona Norte foi grande e legítima. Ninguém quer ter uma cadeia no quintal. A memória da Penitenciária João Chaves ainda é viva na região, com todo o terror que aquele presídio representou por décadas. A governadora cedeu à pressão e isso, neste caso específico, foi a decisão correta.
Mas o Blog não pode deixar passar o que está por baixo dessa história.
Fátima diz que o recurso está garantido e que a necessidade de ampliar vagas no sistema prisional é urgente. Se é urgente e o recurso está garantido, por que a licitação foi aberta para um local sem o mínimo de consulta à comunidade? Por que o processo avançou até o ponto de precisar ser revogado por pressão popular?
E a frase mais reveladora do post: no nosso governo as rebeliões nos presídios não existem mais. Alguém precisa contar à governadora o que acontece nos presídios do RN. O Blog tem coberto.
A verdade é que essa cadeia não ia sair do papel de qualquer forma. Era mais uma promessa com licitação aberta para aparecer bem, sem condições reais de execução, igual ao Hospital Metropolitano com zero por cento de obra e igual aos R$ 44 bilhões que nunca existiram.
Fátima deu ré. Desta vez por pressão popular. Das outras vezes foi por incapacidade mesmo.