O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou neste domingo (13) o sigilo de cerca de 5 mil páginas da investigação sobre a produção de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. O material reúne documentos apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo e aponta suspeitas de uso de recursos públicos na produção do filme.
Dino também determinou o envio à Polícia Federal do material apreendido, incluindo celulares, e autorizou o acesso a relatórios de informações financeiras solicitados pela Polícia Civil. Segundo o ministro, a publicidade das investigações pode evitar “vazamentos seletivos”. Os documentos levantam a hipótese de uso de emendas parlamentares e recursos da Prefeitura de São Paulo no financiamento de empresas ligadas ao filme, além de possíveis vínculos com o PCC.
O despacho também cita o deputado Mário Frias (PL-SP), produtor executivo do filme, como alguém que, “no terreno hipotético da investigação”, teria papel de liderança no suposto esquema. Frias foi alvo da Operação Make Up, da PF, que investiga suspeitas de desvios de emendas destinadas a entidades ligadas à produção de Dark Horse. O caso é dividido em dois inquéritos no STF, relatados por Dino e André Mendonça.
Com informações do O Antagonista