Enquanto as pesquisas eleitorais mostram que o presidente Lula está perdendo espaço para o adversário Flávio Bolsonaro, o Governo Federal anunciou, na manhã desta quinta-feira (17), a assinatura de um decreto para reajustar o valor do programa Bolsa Família. A publicação prevê a reposição inflacionária do benefício, com reajustes de acordo com a variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).
A notícia é do R7. Assim, o piso, que é de R$ 600, sobe para R$ 691; e o valor médio — da base do Bolsa Família somada a outros benefícios do próprio programa (leia mais abaixo) — sai de R$ 675 para 777. Do início do período considerado para o reajuste, em 2023, até agosto último, o INPC acumulou alta de 15,04%.
O impacto nos cofres públicos para este ano, a partir da folha de outubro, será de R$ 5,8 bilhões. Para o ano que vem, em torno de R$ 22 bilhões. Assim, o Ploa (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2027, encaminhado pelo governo federal ao Congresso Nacional, será atualizado.
Na próxima quinta-feira (24), o Executivo federal divulgará um relatório de avaliação de despesas, para demonstrar a existência de espaço fiscal para o reajuste, segundo o governo federal.