A oposição no Congresso Nacional intensificou a pressão contra o ministro do STF Alexandre de Moraes e cobrou formalmente de Lula a demissão do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A ofensiva foi motivada pela divulgação de mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro (Banco Master), que indicam ao menos seis encontros entre os dois e tentativas do empresário de obter "proteção" de Andrei e do procurador-geral Paulo Gonet para conter investigações contra a instituição financeira.
O senador Rogério Marinho (PL-RN) liderou o apelo pela saída de Andrei, acusando-o de proximidade incompatível com o cargo em relação ao Planalto e a Moraes, citando encontros, palestras e um episódio em Londres, e sugerindo possível obstrução de justiça.
Paralelamente, quase 100 parlamentares assinaram um novo pedido de impeachment contra Moraes — o 53º, segundo os autores — e o senador Carlos Viana (PSD-MG) apresentou petição separada exigindo que o ministro preste esclarecimentos em plenário.
O grupo protocolou ainda notícia-crime na PGR contra Moraes e Andrei Rodrigues, por tráfico de influência e obstrução de investigação, pedindo afastamento cautelar e prisão preventiva do ministro, além de queixa-crime contra Gonet e ofício ao presidente do STF, Edson Fachin, para abertura de investigação interna.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, no entanto, não deve dar andamento imediato aos pedidos, preferindo aguardar posição do STF. STF, PGR e Andrei Rodrigues não se manifestaram oficialmente até o momento.