Em discurso inflamado no plenário do Senado, o senador Magno Malta (PL-ES) fez um dos pronunciamentos mais duros já registrados contra o ministro Alexandre de Moraes e a cúpula do Supremo Tribunal Federal, culminando em um apelo direto ao eleitorado brasileiro: escolher nas urnas de outubro parlamentares mais agressivos e resistentes às pressões do Judiciário — o que ele definiu com a expressão "pitbulls sem vacina".
O senador iniciou sua fala com um apelo espiritual: "Eu inicio a minha fala pedindo a Deus a proteção dele para o ministro André Mendonça. E conclamo todos os brasileiros que creem em Deus nesse país, todo cristão brasileiro que ama esse país e está convivendo com o lamaçal de corrupção, de crimes cometidos por quem deveria fazer e praticar justiça nesse país."
Malta then fez um retrospecto de sua trajetória parlamentar para contextualizar sua indignação: "Antigamente, no meu mandato primeiro em 2003 [.] eu dizia que o Supremo Tribunal Federal praticava ativismo judicial. [.] Ninguém cuidou do monstro, ninguém impediu o monstro."
Sobre o caso envolvendo o Banco Master, o senador foi direto: "Estamos diante do quadro dantesco que envolve ainda o senhor Moraes, que põe nas costas da toga com uma envergadura de quem não tem o mínimo ou a mínima condição moral de conduzir qualquer processo. Moraes, nesse momento, deveria estar preso. Um ministro da Suprema Corte que recebe mais de 130 milhões e ele mesmo edita o contrato do escritório da sua mulher." Ele também citou a revelação envolvendo os filhos do ministro: "O Banco Master doa um cartão de crédito [.] para os filhos de Alexandre de Moraes, de R$ 300.000 para eles fazerem a farra."
Malta criticou duramente a omissão do próprio Senado: "Essa casa não cumpre o seu dever. [.] Se essa casa tivesse feito o seu dever de casa, nós não estaríamos como brasileiros vivendo a humilhação imposta pelo senhor Toffoli, pelo senhor Gilmar Mendes e pelo Alexandre de Moraes." Em tom ainda mais contundente, acrescentou: "Esse ditador sanguinário, de mão suja, de gente inocente."