A indústria automotiva se aproxima de 2027 sem saber qual será a alíquota do Imposto Seletivo sobre os carros. O tributo, criado pela reforma tributária, deve começar a ser cobrado em janeiro, mas a norma que definirá as alíquotas ainda não foi apresentada. A indefinição dificulta o planejamento das montadoras e deixa em aberto o impacto sobre os preços dos veículos.
Uma das alternativas discutidas no governo é usar temporariamente o atual IPI Verde como referência para o novo imposto. A proposta ainda não foi confirmada oficialmente. Para cobrar as alíquotas a partir de 1º de janeiro, a regulamentação precisa ser publicada com pelo menos 90 dias de antecedência, o que coloca 3 de outubro como prazo para a definição. O Ministério da Fazenda afirmou anteriormente que as alíquotas dependeriam de uma proposta legislativa ainda a ser enviada ao Congresso.
As regras definitivas deverão considerar fatores como eficiência energética, reciclabilidade, pegada de carbono, densidade tecnológica e emissões. Sem saber a alíquota e o peso de cada critério, ainda não é possível determinar quais modelos ficarão mais caros ou mais baratos. Segundo representantes do setor, a falta de definição também afeta a formação de preços e o planejamento das montadoras para 2027.
Com informações do UOL