Ministros do governo Lula acreditam que ainda podem conquistar o apoio de Augusto Cury ao longo da campanha eleitoral, sobretudo em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro.
A avaliação pode parecer contraditória diante do perfil dos eleitores atraídos pelo escritor, que tendem a ser mais consrvador.
Mesmo assim, auxiliares de Lula enxergam espaço para uma aproximação. Citam o discurso de pacificação adotado por Cury e lembram que o Avante, partido do escritor, integrou a coligação de Lula em 2022 e mantém proximidade com o governo no Congresso.
Os ministros que conversaram com a coluna de Matheus Leitão, no Metrópoles, reconhecem, porém, que não será uma tarefa fácil. Na avaliação deles, para convencer Cury a apoiar Lula, seria necessário oferecer ao escritor o comando de um ministério de grande relevância num eventual quarto — e último — mandato do petista.