A percepção dos brasileiros sobre a economia do país, às vésperas do segundo turno no próximo domingo (25), aponta que 60% esperam que a situação econômica do país melhore, 19% que fique como está e 12% que piore, com 8% que não opinaram. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
A expectativa otimista é a mais alta desde outubro de 2022, dias antes do segundo turno das eleições daquele ano, quando chegou a 62%, e a de piora é a menor de toda a série, iniciada em 2019.
Há pouco mais de quatro meses, quando o Datafolha fez as mesmas perguntas aos brasileiros, nos dias 17 e 18 de junho, 36% consideraram que a economia brasileira iria melhorar nos próximos meses. Quando refletiam sobre sua situação pessoal, 51% dos entrevistados afirmaram acreditar em melhora.
Nesta rodada, o instituto entrevistou 2.520 pessoas em 154 cidades sob encomenda da Folha e da TV Globo. O trabalho está registrado no Tribunal Superior Eleitoral com o código BR-09709/2026.
A expectativa de melhora do país é observada nos dois campos políticos: entre eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), 60% esperam melhora, 14% imaginam uma piora, 18% dizem que ficará como está e 8% não souberam responder.
Já no eleitorado de Lula (PT), o percentual de melhora é 66%, 7% esperam uma piora, 19% dizem que ficará como está e 7% não responderam. Em ambos os casos, a margem de erro é de 3 pontos percentuais.
O otimismo também é maior entre quem tem ensino fundamental (67%) do que entre quem tem curso superior (51%), e também varia regionalmente: no Centro-Oeste e Norte é 68%, no Nordeste, 66%, no Sudeste, 56%, e no Sul, 55%.
Quando refletem sobre sua situação econômica pessoal, 66% dizem esperar que ela melhore nos próximos meses, 25% avaliam que ficará como está, e 5% preveem piora. Em junho, eram 51% de expectativa de melhora, 35% de estabilidade e 12% de piora.
A expectativa de melhora pessoal é maior entre os jovens de 16 a 24 anos (72%) do que entre os que têm 60 anos ou mais (56%), e entre os homens (69%) do que entre as mulheres (63%). Na parcela de eleitores de Lula, é de 70%, e entre os de Flávio Bolsonaro, de 65%.
No entanto, na avaliação dos últimos meses, 43% dos brasileiros dizem que a situação econômica do país piorou, 31% avaliam que ficou como estava, e para 25% houve melhora. Em junho deste ano, 22% viam melhora, 45%, piora, e 32% indicavam estabilidade.
A percepção de piora da economia do país é de 77% entre eleitores de Flávio Bolsonaro, ante 7% no eleitorado de Lula.
Também é mais alta entre evangélicos (60%) do que entre católicos (35%), e cresce com a escolaridade (de 33% entre quem tem ensino fundamental a 51% entre quem tem curso superior), e com a renda familiar (de 35% entre quem ganha até 2 salários mínimos a 54% entre quem ganha mais de 5 salários mínimos), acima das margens de erro.
Sobre a situação econômica pessoal nos últimos meses, 38% dizem que ficou como estava, 33% que melhorou e 29% que piorou. A parcela que vê melhora supera a que vê piora, inversão em relação a junho, quando 29% apontavam melhora e 31%, piora (em março eram 30% e 33%).
Na visão de economistas ouvidos pela Folha, a divisão do eleitorado se reflete na percepção da economia nos últimos meses e tende a se inverter, a depender dos resultados eleitorais do próximo domingo.