O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, descartaram qualquer possibilidade de discussão sobre o Pix com os Estados Unidos após a proposta americana de aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. A posição foi divulgada pelo Estadão e reforça o tratamento do sistema de pagamentos como uma questão de soberania nacional.
O Pix foi um dos alvos centrais da investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA, que acusa o Banco Central brasileiro de favorecer o sistema em detrimento de empresas americanas. A alegação é rejeitada pelo governo brasileiro, que apresentou dados sobre o impacto positivo do Pix na inclusão financeira de milhões de brasileiros que não tinham acesso a serviços bancários, conforme reportou o G1.
A decisão de não negociar o tema sinaliza que o governo Lula pretende manter uma postura firme diante das pressões americanas, ao menos no que diz respeito ao sistema de pagamentos instantâneos. Segundo autoridades ouvidas pela Folha de S.Paulo, o ataque ao Pix funciona como um "recado aos países que estudam seguir o caminho do Brasil" na criação de sistemas de pagamentos digitais soberanos.
A posição do governo ocorre em um contexto de escalada na guerra comercial entre Brasil e EUA, com a proposta de tarifação sendo vista como a mais grave desde o início do governo Trump. A expectativa é que as negociações se intensifiquem nas próximas semanas, mas o Pix deve permanecer fora da mesa de discussão, segundo as declarações das autoridades brasileiras noticiadas pelo Estadão.
Fontes: Estadão, Folha de S.Paulo, G1