O Ministério da Saúde descartou nesta terça-feira (2) os dois casos suspeitos de Ebola que haviam sido notificados no Brasil, um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo. O paciente do Rio, um viajante procedente de Uganda que apresentava calafrios, tosse e diarreia, teve resultado negativo para o vírus após exames realizados pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), sendo posteriormente diagnosticado com malária, conforme reportou a BBC em matéria no G1.
Em São Paulo, a suspeita foi descartada em um paciente de 37 anos internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Exames realizados pelo Instituto Adolfo Lutz confirmaram o diagnóstico de doença meningocócica, descartando a infecção pelo vírus Ebola. O Ministério da Saúde reforçou que o Brasil nunca registrou um caso confirmado da doença, segundo a mesma reportagem.
A investigação dos casos seguiu os protocolos nacionais para febres hemorrágicas virais, adotados desde 16 de maio, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional devido ao surto na República Democrática do Congo. Até 27 de maio, foram notificados no país africano 906 casos suspeitos, 134 confirmados — incluindo nove em Uganda — e 223 mortes entre os casos suspeitos, conforme dados da OMS citados pelo G1.
Na segunda-feira (1º), o Ministério da Saúde publicou uma nota técnica para reforçar junto a estados e municípios as ações de vigilância, preparação e resposta à doença. O Estadão destacou em sua seção de opinião que o surto no Congo "expõe o risco de que a próxima pandemia atinja um mundo menos preparado que em 2020", alertando para a necessidade de investimento contínuo em infraestrutura de saúde pública.
Fontes: G1, BBC, Estadão