A condução política do senador Rogério Marinho no Rio Grande do Norte vem sendo alvo de questionamentos internos por parte de seus próprios aliados de direita. A principal queixa de lideranças ligadas ao parlamentar gira em torno da escolha do Coronel Hélio para os planos eleitorais do grupo. Segundo interlocutores, a indicação é vista como um equívoco, sob o argumento de que o nome escolhido demonstra dificuldade para ampliar o diálogo além de sua própria bolha política e não agrega forças ao projeto governista local.
Críticos internos comparam a atual postura de Marinho com episódios anteriores no estado, nos quais decisões centralizadas resultaram em desgastes para a direita. Entre os exemplos citados estão os desdobramentos eleitorais no município de Parnamirim e o rompimento precoce com o atual prefeito de Mossoró. Aliados defendem que certas disputas poderiam ter sido postergadas ou conduzidas com maior diálogo para evitar divisões precoces nas bases municipais.
Embora o senador desfrute de projeção no cenário nacional, inclusive sendo cotado para composições majoritárias majoritárias futuras, interlocutores alertam para a necessidade de maior proximidade com as bases potiguares. A avaliação de bastidores sugere que o distanciamento das rotinas e lideranças municipais do interior do estado pode impor dificuldades de articulação a longo prazo, especialmente caso os projetos nacionais não se consolidem e exijam um retorno eleitoral direto à província.