O cenário político do Rio Grande do Norte vem sendo marcado por uma enxurrada de pesquisas eleitorais voltadas à disputa pelo governo do estado e ao Senado. Críticos apontam que o excesso de levantamentos, muitas vezes patrocinados pelos próprios pré-candidatos, acabou transformando os dados em peças de propaganda política, distanciando as pesquisas de sua real função técnica. Analistas reforçam que ainda é cedo para prever resultados consolidados, visto que as convenções partidárias não ocorreram e as coligações, tempos de TV e apoios formais de prefeitos seguem indefinidos.
Na corrida para o Senado, o ex-prefeito Styvenson Valentim desponta como franco favorito, liderando as intenções de voto em quase todos os levantamentos divulgados até o momento. Apesar do favoritismo precoce, interlocutores alertam que a liderança exige um trabalho contínuo de mobilização por todo o estado, dado que as decisões reais do eleitorado só se confirmam no dia do pleito e o cenário atual permanece no campo das especulações de bastidores.
A influência de lideranças nacionais também deve ditar o ritmo da campanha em território potiguar. O presidente Lula mantém uma força política expressiva no estado, e a expectativa gira em torno da capacidade de transferir esse prestígio em votos para o pré-candidato Carlos Eduardo Xavier. Por outro lado, observa-se um crescimento consolidado da direita local desde o pleito de 2022, o que fortalece a competitividade de nomes do bloco, como o atual prefeito Álvaro Dias na disputa majoritária.