A equipe do ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF) não foi atingida pela decisão recente do Ministério da Justiça (MJ) que determinou o retorno à corporação de delegados da Polícia Federal (PF) cedidos ao Poder Judiciário.
O gabinete de Mendonça no STF conta com dois delegados da PF cedidos: Thiago Marcantonio Ferreira e Graziela Machado da Costa e Silva. Um eventual desfalque, com a volta dos dois à Polícia Federal, poderia afetar as investigações sobre o banco Master e a Farra do INSS — André Mendonça é o relator dos dois casos no STF.
Na semana passada, o Ministério da Justiça enviou ofícios a órgãos do Poder Judiciário pedindo o retorno de delegados da PF cedidos. No entanto, até o começo da noite de sexta-feira (22), a equipe de André Mendonça não havia sido notificada sobre a necessidade de “devolver” Thiago e Graziela à corporação.
O atual ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, fez carreira como promotor na Bahia e é fortemente ligado ao grupo político do senador e líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Na semana passada, Wagner foi alvo da PF em uma nova fase da operação Compliance Zero, autorizada por André Mendonça.
Por isso, havia o temor de que a “volta” dos delegados da PF fosse uma retaliação às investigações.
Andreza Matais - Metrópoles