A juíza Sulamita Pacheco, que assumiu recentemente uma vaga no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), determinou a identificação dos responsáveis por cinco perfis de redes sociais que atuam em favor da campanha de Allyson Bezerra. A decisão exige a apresentação imediata dos dados cadastrais e dos administradores das páginas.
Os perfis em questão não são necessariamente classificados como contas falsas (fakes), mas atuam de forma anônima promovendo e defendendo o nome do candidato. A medida adotada pela Justiça Eleitoral visa garantir a transparência do pleito e combater o anonimato na propaganda política digital.
A identificação de CPFs e CNPJs vinculados a essas contas é considerada fundamental pela Justiça para responsabilizar os autores em caso de excessos ou conteúdos que firam a legislação. No cenário atual, a clareza sobre quem financia ou sustenta essas páginas é vista como essencial para a lisura da disputa.
Nos bastidores políticos, o grupo de apoio ao candidato é conhecido pela forte presença digital e pelo tom agressivo adotado nas redes sociais. Diante disso, a determinação do TRE é avaliada como um passo decisivo para trazer clareza ao processo eleitoral e coibir ataques virtuais sem autoria declarada.
A Justiça Eleitoral reforça que a manifestação de opiniões fortes é livre, desde que o cidadão coloque a cara e assuma a responsabilidade pelo que publica. Com a nova ordem, os responsáveis por cada um dos perfis mapeados deverão ser formalmente identificados para responderem por eventuais ilegalidades.