O Superior Tribunal Militar (STM) decidiu, por unanimidade, declarar indigno para o oficialato o major do Exército Brasileiro Nildo Gonçalves de Souza, condenado definitivamente a 13 anos de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Ele atraiu a ex para uma emboscada e a matou.
A notícia é do Metrópoles. Segundo o processo, o crime ocorreu em janeiro de 2012, em São Gabriel da Cachoeira (AM). A vítima, que mantinha um relacionamento com o major, acreditava que passaria a noite comemorando o aniversário dele. Para o Ministério Público Militar (MPM), porém, ela foi atraída para uma emboscada previamente planejada.
A investigação aponta que, após o homicídio, o oficial tentou apagar os vestígios do crime e construir um álibi para esconder que havia se encontrado com a vítima na noite do assassinato.
De acordo com o MPM, o militar chegou a utilizar a estrutura do Exército para ocultar provas. Conforme aponta a investigação, ele determinou que um subordinado descartasse um saco contendo as embalagens dos presentes comprados pela vítima.
O material foi localizado posteriormente em um lixão, durante a reconstituição do crime realizada pela Polícia Civil. Com a decisão, divulgada na última semana, o militar perde o posto e a patente, além de poder se tornar inelegível após o trânsito em julgado do processo no Tribunal Militar. O julgamento ocorreu em representação proposta pela Procuradoria-Geral da Justiça Militar (PGJM).
Além de reconhecer a incompatibilidade do oficial com a carreira militar, o Plenário determinou que, após o fim dos recursos, a decisão seja comunicada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para fins de aplicação da Lei da Ficha Limpa.