A Copa do Mundo de 2026 contará com pelo menos 258 jogadores defendendo seleções diferentes dos países onde nasceram. O fenômeno, cada vez mais comum no futebol internacional, é resultado de fatores como dupla nacionalidade, ascendência familiar, imigração e processos de naturalização.
O caso mais impressionante é o de Curaçao. Dos 26 jogadores convocados para o Mundial, apenas um nasceu no território caribenho. Os outros 25 nasceram na Holanda, antiga potência colonial da ilha. A seleção lidera com folga a lista de equipes com mais atletas nascidos fora de seu território.
Na sequência aparecem República Democrática do Congo, com 20 jogadores nascidos no exterior, Marrocos (19), Bósnia e Herzegovina (17), Argélia (16), Haiti (16) e Tunísia (15). Também se destacam Cabo Verde e Catar, ambos com 14 atletas estrangeiros de nascimento.
Na outra ponta estão oito seleções que disputarão a Copa apenas com jogadores nascidos em seus próprios países: Brasil, Colômbia, Suécia, Áustria, Panamá, Arábia Saudita, África do Sul e Tchéquia.
Entre os brasileiros que estarão no Mundial defendendo outras bandeiras estão Matheus Nunes, que joga por Portugal, Lucas Mendes, convocado pelo Catar, e Maurício, que representa o Paraguai.
Os números mostram como o futebol internacional se tornou cada vez mais globalizado, com seleções aproveitando laços familiares e culturais espalhados pelo mundo para reforçar seus elencos na principal competição do planeta.
CNN BRASIL