Trocando em miúdos: a saída do até então todo-poderoso secretário-chefe do Gabinete Civil, Raimundo Alves, o Raimundinho, não vai fazer diferença nenhuma para o Rio Grande do Norte. Nem para melhor, nem para pior. Simplesmente não vai mudar nada.
Raimundinho nunca esteve naquele cargo por competência técnica, por visão de gestão ou por capacidade de articulação que beneficiasse o estado. Estava lá para ser o cão de guarda da governadora. Função exercida com lealdade cega, sem espaço para questionamento, sem compromisso com resultado, apenas com a manutenção da confiança pessoal de Fátima Bezerra.
E foi exatamente esse modelo que transformou Raimundinho no timoneiro do desastre administrativo que o governo petista entregou ao RN. Dívida em disparada, obras paradas, Hospital Metropolitano com zero por cento de execução, promessas de bilhões que nunca existiram. Tudo isso passou pelas mãos de quem deveria coordenar o gabinete civil com eficiência e entregou apenas fidelidade.
Raimundinho não vai fazer falta. Vai para o ostracismo, assim como a governadora que o colocou lá. Os dois vão sumir do noticiário, sumir da memória política do estado (só lembrança do desastre) e sumir da relevância pública, exatamente como merecem quem geriu o RN com tanto descaso, despreparo e incompetência.
É ótimo não ter que escrever mais sobre ele. O Blog vai comemorar cada semana de silêncio em torno desse nome. Doido que chegue janeiro para esquecer Fátima Bezerra em definitivo. Ambos merecem a aposentadoria.