O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), citou um repasse de R$ 100 mil ao jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida ao justificar a operação de busca e apreensão contra o ex-secretário de Assuntos Legislativos do Maranhão Raimundo Cutrim e o advogado Diogo Diniz Lima. A ação foi autorizada em 3 de agosto e cumprida pela Polícia Federal nesta terça-feira (11).
Segundo relatório da PF, o pagamento foi identificado durante a análise de mensagens do jornalista e teria sido feito por Diogo Lima, utilizando a conta de Danilo Cutrim Bezerra. A defesa apresentada no relatório é de que o valor correspondia a parte do pagamento pela compra de um imóvel rural de Danilo Cutrim por Luís Pablo. A PF, porém, afirmou que o repasse levantava dúvidas sobre o caráter exclusivamente jornalístico das relações entre o profissional e suas fontes.
Moraes afirmou que os elementos reunidos indicam que Cutrim e Diogo Lima teriam atuado em conjunto com o jornalista em uma suposta ação contra a liberdade individual e pessoal do ministro Flávio Dino. A investigação surgiu após reportagens de Luís Pablo denunciarem suposto uso irregular de carros do Tribunal de Justiça do Maranhão por Dino e familiares. A PF identificou Cutrim como uma das principais fontes das informações e também apura supostos monitoramento, vigilância e acompanhamento de veículos utilizados pelo ministro.
Com informações do Metrópoles