O ex-assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, pediu para deixar a campanha do petista à reeleição, segundo apurou a CNN Brasil.
A notícia é da CNN Brasil. A campanha petista tinha decidido manter Marcola em suas funções de coordenação de agenda. A avaliação era de que não há evidências de irregularidades no empréstimo contraído junto a Roberta Luchsinger. O discurso era seguir defendendo a “presunção de inocência”.
A iniciativa de deixar a equipe parte do ex-chefe de gabinete do presidente e visa, segundo interlocutores, preservar Lula e a campanha. Não há a confirmação oficial sobre se Marcola deixa a campanha.
No momento, inquéritos instaurados pela PF (Polícia Federal) investigam se Roberta e Lulinha cometeram atos de corrupção. Há suspeitas de que eles atuariam com Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS.
O presidente determinou que o discurso a ser adotado é o de “investigar doa a quem doer”, seja Lulinha, seu filho mais velho, ou seu assessor direto. Marcola ficou na chefia de gabinete pessoal do petista durante todo o atual governo e deixou o posto no dia 21 de julho deste ano.
O ex-chefe de gabinete do mandatário já contratou um advogado para atuar em sua defesa.
Ele contratou Georges Abboud para sua defesa. O advogado é livre-docente pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), além de professor de Direito Constitucional do IDP-DF (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa do Distrito Federal).
Em seu primeiro posicionamento desde a contratação de Abboud, Marcola disse, por meio de nota na terça-feira (4), que o empréstimo pessoal de R$ 249 mil feito com a empresária Roberta Luchsinger foi de natureza "estritamente privada".