As empresas de apostas já articulam uma reação à medida provisória de Lula que proibiu o funcionamento das bets no país. O setor prepara uma ofensiva em duas frentes: no STF, para tentar suspender a MP, e no Congresso, onde parlamentares já avaliam mudanças no texto. A discussão, porém, deve ficar para depois do primeiro turno das eleições.
A reação jurídica deve questionar a constitucionalidade da medida, os dados usados pelo governo para justificar a proibição e a falta de um período de transição para empresas que haviam obtido autorização para operar. As bets também avaliam usar decisões anteriores do STF para defender que estados poderiam manter a atividade por meio de licenças próprias.
No Congresso, a MP terá de passar por uma comissão mista antes de chegar aos plenários da Câmara e do Senado. Parlamentares ligados ao setor admitem que o texto poderá sofrer alterações. Enquanto isso, as empresas alegam que a proibição pode levar apostadores para plataformas clandestinas, além de afetar empregos, pagamentos e patrocínios esportivos. O governo, por outro lado, defende a medida com o argumento de combater o endividamento e os problemas associados às apostas.
Com informações do O Globo