Em uma eleição apertada, a quantidade de pessoas que deixa de votar pode ter impacto direto no resultado. Isso acontece porque o presidente é escolhido pela maioria dos votos válidos registrados nas urnas, e não pelo total de eleitores aptos a votar. Quanto maior a abstenção, portanto, menor é o número de votos efetivamente disputados pelos candidatos.
O ponto mais importante, porém, é quem deixa de votar. Se a ausência fosse igual entre todos os grupos, o efeito seria praticamente o mesmo para os candidatos. Mas, como determinados grupos, regiões e faixas de renda podem ter taxas diferentes de comparecimento, uma candidatura pode acabar tendo uma parcela maior ou menor dos votos contabilizados.
O histórico recente mostra que cerca de 20% dos eleitores deixaram de votar nas eleições presidenciais de 2018 e 2022. Em uma disputa acirrada, esse eleitor que não comparece pode ganhar importância porque as campanhas precisam não apenas convencer seus apoiadores a votar, mas também garantir que eles efetivamente cheguem às urnas. Abstenção não é voto nulo: quem se abstém não vai votar; quem anula o voto comparece à seção e registra essa opção.
Com informações do Metrópoles